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personalidades | nono ano

Fernando José Salgueiro Maia (1944-1992)

Salgueiro Maia

: Nasceu em Castelo de Vide, a 1 de Julho de 1944, e faleceu em Santarém, em 4 de Abril de 1992.

Salgueiro Maia, como se tornou conhecido, foi um dos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias (Movimento das Forças Armadas) durante a Revolução dos Cravos, que marcou o final da ditadura do Estado Novo.

Lê com atenção as palavras que dirigiu aos seus camaradas militares na madrugada de 25 de Abril de 1974:

“Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!”

Para saberes mais sobre esta figura histórica segue a ligação seguinte:

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António de Oliveira Salazar (1889-1970)

António de Oliveira Salazar

: Nasceu em Santa Comba Dão, a 28 de Abril de 1889, e faleceu em Lisboa, em 27 de Julho de 1970.

António de Oliveira Salazar foi um estadista, político português e professor catedrático da Universidade de Coimbra. Exerceu o cargo de Presidente do Conselho de Ministros, de forma autoritária e em ditadura, em Portugal entre 1932 e 1968.
Foi também ministro das Finanças entre 1928 e 1932, tendo conseguido o equilíbrio das finanças públicas portuguesas.

Segue a ligação para um texto interessante sobre esta figura histórica:

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Estaline (1878-1953)

: Jossip Vissarianovitch Dhugashvili, cujo nome político é Estaline (“homem de aço”, do alemão Stahl), empenha-se na tarefa de derrubar os seus adversários para alcançar o poder após a morte de Lenine, em 1924.
Na sua juventude aderiu à social-democracia de orientação marxista, em 1901, passou pelo cativeiro na Sibéria, participou na revolução de 1905 (altura em que conheceu Lenine), foi agregado pelo Comité Central do Partido Operário Social Democrata Russo (P.O.S.D.R) em 1912 e esteve exilado na Sibéria entre 1913 e 1917.
Participou na Revolução de 1917, desempenhando funções muito importantes na sua eclosão e desenvolvimento.
De 1918 a 1920 foi membro do Conselho de Defesa e comissário do povo para as nacionalidades, pondo em prática a política bolchevique de autodeterminação nacional.
Depois deste percurso político tornou-se o secretário geral do partido em 1922.
Temendo o rumo que a Rússia poderia tomar, Lenine, já doente, escreve algumas notas consideradas como o seu testamento, critica o modo de agir de Estaline, considera-o extremamente brutal e propõe o estudo de uma solução para que seja substituído no cargo (mas não a demissão) por alguém mais leal e mais ponderado. Apesar do desejo de Lenine, Estaline mantém-se no cargo reforçando ainda mais a sua autoridade.
Com a morte de Lenine em 1924, Estaline iniciou uma luta pelo poder, primeiro apoiado por Kamenev e Zinoviev contra Trotski, acabando depois por derrotar, em fins de 1927, Kamenev, Zinoviev e Shliapnikov que se haviam aliado a Trotski.
É desta forma que ascende definitivamente ao poder encetando uma governação ditatorial até à sua morte, em 1953.

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Adolf Hitler (1889-1945)

hitler

: Dirigente da Alemanha nazi, nasceu na Áustria em 1889 e só se naturalizou alemão em 1932, mas desenvolveu toda a sua actividade política na sua pátria adoptiva. Voluntário durante a Primeira Guerra Mundial, na frente ocidental, ferido e condecorado; desmobilizado, participaria nas acções dos Freikorps (Corpos Francos) organizados por elementos militares para reprimir as actividades dos esquerdistas que, causticados pelas dificuldades surgidas da guerra perdida e galvanizados pelo exemplo da revolução soviética (embora não comungassem de todos os ideais dominantes na Rússia revolucionária), procuravam fazer triunfar a revolução na Alemanha.
Ainda sob a orientação dos seus mentores militares, integra-se num pequeno partido de extrema direita, onde rapidamente ascende a posições de direcção, vindo a transformá-lo no Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (nazi é a abreviatura consagrada do nome alemão do partido), utilizando-o, mercê de uma oratória demagógica, vibrante e exaltada, para divulgar uma ideologia revanchista, baseada na ideia de uma derrota provocada por uma “punhalada nas costas” desferida por agentes de uma conspiração fantasiosa de plutocratas, judeus e bolchevistas, ao mesmo tempo que apregoa a necessidade de reerguer a nação alemã e de purificar a raça ariana e conquistar um “espaço vital” por onde esta se pudesse expandir. As suas ideias fundamentais foram explicitadas num livro escrito na prisão, após uma tentativa frustrada de golpe – o Mein Kampf (A Minha Luta), que se torna um guia ideológico e de acção para os seus partidários, primeiro dentro e depois fora da Alemanha.
A acção dos seus partidários, organizados em milícias próprias (as SA), cedo se caracteriza pela violência contra os partidos de esquerda e os sindicatos e contra a minoria judaica, transformada em bode expiatório de todos os males da nação alemã gravemente afectada por uma séria crise económica e social. É, contudo, por via eleitoral e com apoio parlamentar que consegue atingir o poder, começando imediatamente a colocar em prática uma política repressiva, quer contra os partidos de oposição (são abertos os primeiros campos de concentração para internar comunistas e social-democratas) quer contra os seus correligionários que lhe disputavam a liderança (assassinato de destacados dirigentes das SA na chamada Noite das Facas Longas). Ao mesmo tempo, em nome da pureza da raça ariana, Hitler enceta uma política de purificação eugénica, programando e executando uma campanha de eliminação física de deficientes mentais e outros “inúteis” e “anormais” e dando início a uma política persecutória destinada a exterminar os judeus, que são privados dos seus direitos e bens, expulsos dos seus lares, concentrados em ghettos e por fim executados em massa em campos de extermínio sob a alçada das SS, num Holocausto que virá a causar seis milhões de mortos aproximadamente.
A política externa hitleriana caracteriza-se por uma grande agressividade e conduz a uma guerra mundial que alastrou a quase toda a Europa, a parte da África setentrional e à Ásia (em conjugação com operações dos seus aliados italianos e japoneses, que com a Alemanha assinaram um pacto político-militar designado como Eixo anti-Komintern). Durou a guerra quase seis anos (1939-1945), saldando-se pela destruição completa ou quase completa de vastas regiões, pela morte de cerca de 50 milhões de pessoas (os países mais afectados pela hecatombe foram a própria Alemanha e a URSS), terminando com a derrota de Hitler e dos seus aliados em todas as frentes de combate. Nos últimos dias do conflito no teatro de operações europeu, com as tropas soviéticas às portas da capital do seu Reich (o Império que, segundo o próprio Hitler proclamava, deveria durar mil anos), sentindo a derrota a aproximar-se inexoravelmente, suicida-se e o seu corpo é queimado por alguns dos seus acompanhantes (Maio de 1945). A Alemanha render-se-á pouco depois.

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Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), Presidente dos EUA (1933-1945)

Roosevelt nasceu em 30 de Janeiro de 1882 em Nova Iorque. Faleceu no dia 12 de Abril de 1945.
Foi o responsável pela entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial após o ataque a Pearl Harbor.
Foi um grande amigo e parceiro de Winston Churchill, primeiro-ministro inglês.
Em 1943 os três maiores governantes do mundo na época (Estaline – Rússia, Roosevelt – EUA, Churchill – Inglaterra) reuniram-se em Teerão, e em 1945 em Ialta para decidirem entre outros, o destino da Alemanha e da Polónia. Franklin Delano Roosevelt recuperou os EUA após a crise de 29 dando condições melhores de trabalho aos americanos, alcançando metas militares e industriais, levando energia eléctrica e modernidade às regiões mais pobres de seu país, traçando o destino dos americanos rumo à potência que são hoje.

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Fernando Pessoa (1888-1935)

: Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa em 1888.
Após a morte do pai, causada por tuberculose, a família foi obrigada a leiloar parte dos seus bens e depois do segundo casamento da mãe, por procuração, com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban, Fernando Pessoa partiu com a mãe e um tio avô para a África do Sul (Durban).
Em 1894 criou o seu primeiro heterónimo, Chevalier de Pas. Frequentou várias escolas, recebendo uma educação inglesa, passando por um colégio de freiras irlandesas da West Street (1897), e pela Durban High School, onde criou o heterónimo Alexander Search (1899). A partir de 1901 escreveu os primeiros poemas em inglês. A familia retornou a Lisboa em 1902, mas Pessoa voltou sozinho para a África do Sul. Em 1903 submeteu se ao exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança. Não obteve uma boa classificação, mas tirou a melhor nota entre os 899 candidatos no ensaio de estilo inglês.
Em 1904 terminou seus estudos na África do Sul.
Regressou a Portugal em 1905 e fixou se em Lisboa, onde se matriculou no Curso Superior de Letras (que abandonou em 1907). Foi a partir desta data que começou a sua intensa actividade literária, continuando a escrever poemas em inglês. Em 1910, escreveu poesia e prosa em português, inglês e francês. Em 1912, Pessoa estreou se como crítico literário, provocando polémicas junto à intelectualidade portuguesa. Em 1913 escreveu “O Marinheiro”. Em 1914, devido à sua capacidade de “outrar se”, criou mais heterónimos (Alberto Caeiro (criado em 1914 e “morto” em 1915), Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Bernardo Soares, etc.), assinando as suas obras de acordo com a personalidade de cada heterónimo. Foi também neste ano que escreveu os poemas de “O Guardador de Rebanhos” e o “Livro do Desassossego”.
Simpatizante da Renascença Portuguesa, no início, afastou se depois, e em 1915 com Mário de Sá Carneiro e Almada Negreiros entre outros, esforçou se por renovar a literatura portuguesa através da criação da revista Orpheu (cujo primeiro número saiu em 1915), veículo de novas ideias e novas estéticas. Em 1916 suicidou se o seu grande amigo Mário de Sá Carneiro. Em 1918, Pessoa publicou poemas em inglês, resenhados com destaque no “Times”. Em 1921 fundou a editora Olisipo, onde publicou poemas em inglês.
Em 1924 surgiu a revista “Atena”, dirigida por Fernando Pessoa e Ruy Vaz. Em 1926, Fernando Pessoa requereu patente de invenção de um Anuário Indicador Sintético, por Nomes e Outras Classificações, Consultável em Qualquer Língua e dirigiu, com o seu cunhado, a Revista de Comércio e Contabilidade.
Em 1927 passou a colaborar com a Revista “Presença”. Em 1934 publicou “Mensagem”, que ganhou no mesmo ano o concurso literário promovido pelo Secretariado de Propaganda Nacional, categoria B.
Em 29 de Novembro de 1935, foi internado com o diagnóstico de cólica hepática. A sua última frase, escrita em inglês, dizia: “I know not what tomorrow will bring”. Morreu no dia 30, com 47 anos, deixando grande parte da sua obra ainda inédita. Fernando Pessoa é considerado universalmente um dos maiores poetas de sempre.

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